quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Sonho de Amor

Chamo-te na noite...
Em sonhos viajo contigo
Por entre mundos paralelos
Onde eu reinvento a nossa história
E a decoro com cores certas
As cores com que te pinto
Na tela do meu coração
São momentos em que me dou
E em que te dás
Momentos, só nossos
Em que as nossas almas vagueiam
Unidas por entre os canais
Da minha imaginação.
Levo-te a um jardim suspenso no céu
Por entre estrelas cintilantes
Sentamo-nos à beira de um riacho
Ouvimos o chiar das cotovias
Caminhamos descalços lado a lado
Sentindo a maciez da relva
Em nossos pés
Afagas-me o rosto com ternura
Acaricias-me as mãos
Lanças-me aquele olhar cúmplice
E erguemos os nossos corpos aos céus
Passando pelas constelações
Admirando o seu brilho
E ao regressar despeço-me
Retirando do peito o meu coração
E colocando-o nas tuas mãos
Para que ele continue a bater
Bem pertinho do teu...
Com Amor

sábado, 7 de abril de 2007

Amor Sempre

Sempre o amor direcionando as vidas.
Para onde quer que se encaminhe o ser, o amor já o precedeu, demonstrando a grandeza do Excelso Amor.
Amor é a vida em plenitude que constrói, enriquece e conduz tudo quanto existe.
Sem ele tudo perece e, caso enfraquecesse, todas as coisas volveriam ao caos do princípio.
Isso porque, Deus é Amor!
O amor alimenta todas as coisas e todos os seres, equilibra a ordem universal e se alarga na direção do infinito.
Ei-lo no farfalhar das folhas, nas onomatopéias da Natureza, no caricioso canto dos córregos, no desabrochar das flores, no canto dos pássaros e nas vozes dos animais exaltando a Criação, aí configurado como hino de louvor e mensagem de eterna beleza.
O ser humano, em razão de sua fragilidade emocional, no entanto, ainda não consegue sentí-lo na profundidade em que se expressa, caminhando, por isso mesmo, sem rumo e sem paz.
Uma gota de amor e se modifica a agressão do ódio.
Amor, portanto, a Deus, à vida, a si mesmo, nessa trilogia em que Jesus sintetizou a própria razão de viver da criatura humana.
Logo depois, o amor esplendendo na forma espiritual, familial, como linguagem, sem adeus... e sucessivamente, o amor sempre.